quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024


 

Quarta-feira de cinzas e início da quaresma 


A Quarta-feira de Cinzas, celebrada neste dia 14, marca o início da Quaresma: período de 40 dias voltado para a preparação dos fiéis para a páscoa. 
Para os antigos judeus, sentar-se sobre as cinzas já significava arrependimento dos pecados e volta para Deus. As cinzas bentas e colocadas sobre as nossas cabeças nos fazem lembrar que vamos morrer, que somos pó e ao pó da terra iremos voltar. 


As cinzas é um sacramental e tem como objetivo nos levar ao arrependimento de nossos pecados e a lembrar-nos que não devemos apegar nos a nada nesta vida, pois nossa morada eterna é o céu.


Início da quaresma 

A Quaresma como um todo, é marcada por ser um tempo de penitência, esmola e oração.
É um tempo propício para entrar no deserto e ouvir Deus falar ao nosso coração, para buscarmos uma conversão sincera.

O santo padre em sua mensagem por ocasião da quaresma deste ano de 2024 que tem como tema "Através do deserto, Deus guia-nos para a liberdade" bem diz:

 A Quaresma é o tempo de graça em que o deserto volta a ser – como anuncia o profeta Oseias – o lugar do primeiro amor (cf. Os 2, 16-17).  Deus educa o seu povo, para que saia das suas escravidões e experimente a passagem da morte à vida. Como um esposo, atrai-nos novamente a Si e sussurra ao nosso coração palavras de amor. 
 

“Deus não se cansou de nós. A Quaresma é tempo de conversão, tempo de liberdade. O próprio Jesus foi impelido pelo Espírito para o deserto a fim de ser posto à prova na sua liberdade. O deserto é o espaço onde a nossa liberdade pode amadurecer numa decisão pessoal de não voltar a cair na escravidão.


Desejamos a todos uma Santa Quaresma. Deus abençoe!

Paz e bem!

Tempo da Quaresma


quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024


 "Eu me alegro de verdade, e ninguém vai poder roubar-me esta alegria" (3CCL)


Bodas de prata, jubileu 25 anos de profissão religiosa de Madre Ivone Maria da Apresentação



Nesta quinta, 31 de janeiro de 2024 tivemos a alegria de celebrar o Jubileu de 25 anos de nossa querida Madre Ivone Maria da apresentação. Contamos com a presença do nosso celebrante Padre Nelson juntamente com Frei Luiz e Padre Félix. Contamos também com a presença de seus familiares, amigos e benfeitores. Foi uma cerimônia linda onde nossa querida Madre Ivone pode relembrar da sua entrega a Deus há 25 anos atrás quando ela se uniu mais perfeitamente ao amado Jesus Cristo. 

 (31 de janeiro de 1999, primeira profissão)



 Uma entrega que é renovada todos os dias, e nesta entrega seu sentimento é de gratidão pela perseverança e por seu esposo está sempre junto de si fortalecendo-a na missão que lhe é confiada. 

Na renovação de seus votos não pode conter as lágrimas de gratidão por esta consagração na ordem de Santa Clara. 




Não podemos deixar de ressaltar a alegria de nossa Madre, de ser de Jesus de ter tido desde o início a certeza de que é isso que ela quer e é isso que ela deseja de todo o coração: Ser fiel esposa de Cristo. 



Entre outros benefícios que temos recebido e estamos recebendo diariamente de nosso doador, Pai das misericórdias, e pelos quais devemos dar mais ações de graças ao mesmo glorioso Pai, está nossa vocação que, quanto mais perfeita e maior, mais a Ele a devemos. (Testamento de Santa Clara)


Peçamos ao Senhor e a intercessão de nossos seráficos pais Francisco e Clara para que como deu um bom começo lhe dê a perseverança até o fim.

Nossa querida Madre agradece as orações de todos quantos rezaram por ela neste dia.

                                     Paz e bem!!












domingo, 14 de janeiro de 2024

Convite do Jubileu de Prata

 

Neste ano dedicado à oração, Pelo Papa Francisco, em preparação para a celebração dos 2025 anos da Encarnação do Verbo Divino (Jubileu da Redenção), temos a grande alegria de vos convidar a participar conosco da cerimônia do Jubileu de Prata (25 anos) de Profissão Religiosa de nossa Revda. Madre Ivone Maria da Apresentação; no próximo dia 31 de janeiro, às 8 horas; celebração presidida pelo Revmo. Pe. Nelson Ricardo Cândido dos Santos, na capela de nosso Mosteiro.

Nossa eterna gratidão a Deus que suscitou no coração do saudoso ‘irmão bispo’ Dom Adriano Hypólito, OFM o desejo de um Mosteiro de Vida Contemplativa na Diocese de Nova Iguaçu; gratidão às nossas Irmãs Fundadoras que, vindo da Ilha da Madeira, Portugal, desde 1986 abraçaram este grande ideal de oração, sacrifício, contemplação, intercessão.

Gratidão pela abertura e acolhida da Comunidade às novas vocações, dando continuidade às motivações de início. De modo especial, nossa gratidão àquela que hoje é nossa Abadessa, Madre Ivone Maria da Apresentação, natural de Santa Bárbara D’Oeste, São Paulo, que em janeiro de 1996 ingressou na clausura deste Mosteiro desejosa de abraçar a nossa Forma de Vida, vivendo as etapas da formação inicial com grande entusiasmo, obediência e humildade. 

No dia 31 de janeiro de 1999, portanto há 25 anos, realizou a Profissão dos Votos Religiosos na Ordem de Santa Clara, prometendo viver sem nada de próprio, em obediência, castidade e em clausura.

Três anos depois, em 02 de fevereiro de 2002, realizou a Profissão Solene dos Votos perpétuos em nossa Ordem.

Desde 2013, devido à enfermidade da então Abadessa e Fundadora, Madre Maria Conceição da Imaculada, foi eleita Abadessa a querida Madre Ivone Maria e toda a Comunidade louva a Deus por todo carinho, amor e dedicação por nós e se alegra pela graça do seu Jubileu.

Agradecemos, de coração a todos os que se fizerem presentes na cerimônia jubilar do próximo dia 31 de janeiro, e a todos os que se unirem a nós pela oração.

Que o Senhor a todos abençoe proteja e continue a suscitar no coração das jovens o desejo de se entregar totalmente à Deus na vida integralmente contemplativa, em nosso Mosteiro de Santa Clara. Paz e Bem!


segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Participem conosco das cerimônias no jubileu de 800 anos da criação do presépio por São Francisco de Assis


        800 anos do presépio de Greccio, 
por São Francisco de Assis.
 
Você sabia que foi São Francisco de Assis o primeiro a montar o presépio?

Neste ano comemoramos 800 anos da criação do presépio na cidade de Greccio, por São Francisco de Assis no ano de 1223.

 Gostava tanto de lembrar a humildade de sua encarnação e o amor de sua paixão, que nem queria pensar em outras coisas.  (1C,84)

 Com esta comemoração do oitavo centenário somos todos convidados a seguir os exemplos de nosso pai São Francisco e contemplar o mistério da encarnação, da grande humildade e simplicidade de Nosso Senhor e o amor incomensurável por cada um de nós.

        Tomás de Celano vai relatar este acontecimento em seus escritos...

 Havia nesse lugar (Greccio) um homem chamado João, de boa fama e vida ainda melhor, a quem São Francisco tinha especial amizade porque, sendo muito nobre e honrado em sua terra, desprezava a nobreza humana para seguir a nobreza de espírito.  Uns quinze dias antes do Natal, São Francisco mandou chamá-lo, como costumava fazer, e disse: “Se você quiser que celebremos o Natal em Grécio, é bom começar a preparar diligentemente e desde já o que eu vou dizer. Quero lembrar o menino que nasceu em Belém, os apertos que passou, como foi posto num presépio, e contemplar com os próprios olhos como ficou em cima da palha, entre o boi e o burro”. Ouvindo isso, o homem bom e fiel correu imediatamente e preparou no lugar indicado o que o santo tinha pedido.  E veio o dia da alegria, chegou o tempo da exultação.  De muitos lugares foram chamados os irmãos. Homens e mulheres do lugar, coração em festa, prepararam como puderam tochas e archotes para iluminar a noite que tinha iluminado todos os dias e anos com sua brilhante estrela.  Por fim, chegou o santo e, vendo tudo preparado, ficou satisfeito. Fizeram um presépio, trouxeram palha, um boi e um burro.  Grécio tornou-se uma nova Belém, honrando a simplicidade, louvando a pobreza e recomendando a humildade.  A noite ficou iluminada como o dia: era um encanto para os homens e para os animais. O povo foi chegando e se alegrou com o mistério renovado em uma alegria toda nova. O bosque ressoava com as vozes que ecoavam nos morros.  Os frades cantavam, dando os devidos louvores ao Senhor e a noite inteira se rejubilava. O santo estava diante do presépio a suspirar, cheio de piedade e de alegria.  A missa foi celebrada ali mesmo no presépio, e o sacerdote sentiu uma consolação jamais experimentada.O santo vestiu dalmática, porque era diácono, e cantou com voz sonora o santo Evangelho.  De fato, era “uma voz forte, doce, clara e sonora”, convidando a todos às alegrias eternas.  Depois pregou ao povo presente, dizendo coisas doces como o mel sobre o nascimento do Rei pobre e sobre a pequena cidade de Belém.  Muitas vezes, quando queria nomear Cristo Jesus, chamava-o também com muito amor de “menino de Belém”, e pronunciava a palavra “Belém” como o balido de uma ovelha,enchendo a boca com a voz e mais ainda com a doce afeição. Também estalava a língua quando falava “menino de Belém” ou “Jesus”, saboreando a doçura dessas palavras. Multiplicaram-se nesse lugar os favores do Todo-Poderoso, e um homem de virtude teve uma visão admirável. Pareceu-lhe ver deitado no presépio um bebê sem vida, que despertou quando o santo chegou perto.  E essa visão veio muito a propósito, porque o menino Jesus estava de fato esquecido em muitos corações, nos quais, por sua graça e por intermédio de São Francisco, ele ressuscitou e deixou a marca de sua lembrança. Quando terminou a vigília solene, todos voltaram contentes para casa. Guardaram a palha usada no presépio para que o Senhor curasse os animais, da mesma maneira que tinha multiplicado sua santa misericórdia.  De fato, muitos animais que padeciam das mais diversas doenças naquela região comeram daquela palha e ficaram curados. Mais: mulheres com partos longos e difíceis tiveram um resultado feliz colocando sobre si mesmas um pouco desse feno. Da mesma sorte, muitos homens e mulheres conseguiram a cura das mais variadas doenças. O presépio foi consagrado a um templo do Senhor e no próprio lugar da manjedoura construíram um altar em honra de nosso pai São Francisco e dedicaram uma igreja, para que, onde os animais já tinham comido o feno, passassem os homens a se alimentar, para salvação do corpo e da alma, com a carne do cordeiro imaculado e incontaminado, Jesus Cristo nosso Senhor, que se ofereceu por nós com todo o seu inefável amor e vive com o Pai e o Espírito Santo eternamente glorioso por todos os séculos dos séculos. Amém. Aleluia, Aleluia. 

Para marcar o 8º Centenário da criação do Presépio. Acolhendo a solicitação dos Ministros gerais da Primeira Ordem Franciscana (Menores, Capuchinhos e Conventuais), dos Ministros gerais da Terceira Ordem Secular (OFS) e da Terceira Ordem Regular (TOR) e da Presidente da Conferência Franciscana Internacional (CFI-TOR), o Papa Francisco, através da Penitenciaria Apostólica, concedeu o privilégio da Indulgência Plenária a todos os fiéis que visitarem uma igreja sob os cuidados pastorais dos franciscanos e cumprirem as habituais exigências para lucrar a graça, entre os dias 8 de dezembro de 2023 (Solenidade da Imaculada Conceição da Bem-aventurada Virgem Maria) e 2 de fevereiro de 2024 (Festa da Apresentação do Senhor), detendo-se, por um momento, em oração diante de um presépio. 

quarta-feira, 15 de novembro de 2023

Gratidão pelo dom das vocações!

 

Na vivência do terceiro ano vocacional no Brasil, somos profundamente gratas à todas as pessoas que se uniram a nós, rogando ao 'Senhor da Messe' o dom de novas vocações para a Santa Igreja. 

Nosso Mosteiro foi contemplado, no último mês de outubro, com o ingresso de três vocacionadas: Daniele, Maria Aparecida e Aline, que estão a viver a etapa do Aspirantado. 

Continuemos a orar pela perseverança de cada uma delas e pelo discernimento vocacional de todas as pessoas que se sentem chamadas à uma vocação específica na Santa Igreja. Paz e Bem!


terça-feira, 3 de outubro de 2023



Nono dia da novena de São Francisco de Assis


Francisco e o louvor da criação


Considerando como o Seráfico Pai Francisco amava e respeitava toda criação. Meditemos hoje, no nono dia de nossa novena o tema: Francisco e o Louvor da Criação.
No principio, Deus Criou o céu e a terra” (Gn 1,11) Com estas solenes palavras inicia-se a Sagrada Escritura. (CIC)
Deus criou conjuntamente do nada, desde o início do tempo, ambas as criaturas, a espiritual e a corporal, isto é, os anjos e o mundo terrestre; em seguida a criatura humana. (CIC)
Os anjos cuja memória a Santa Mãe Igreja hoje comemora são criaturas puramente espirituais, são dotados de inteligência, de vontade e imortais. Superam em perfeição todas as criaturas visíveis. (Dn 10,9-12). Foram nos dadas por Deus para nos guiar, proteger e guardar.
Estão ai, portanto, junto de ti, e não apenas contigo, mas em teu favor. Estão aqui para te proteger, para te serem úteis e para te servir. (S. Bernardo, abade)
“Aberta a mão pela chave do Amor, as criaturas surgiram". (S. Boaventura)
Atribuamos ao Senhor Deus altíssimo todos os bens; reconheçamos que todos os bens lhe pertencem; demos-lhe graças por tudo, pois dele procedem todos os bens”. “Ele, o Altíssimo e soberano, o único e verdadeiro Deus”. CCCGG Art. )
Diante da grandeza do universo criado e da bondade do Pai, Francisco vê sua pequenez. Faz a experiência de Deus a partir da sua humildade.
O ser humano descobre-se a si mesmo quando se defronta com o seu mundo interior.
A humildade leva a pessoa a manter uma atitude de escuta, abertura e acolhimento, deixando espaço para que Deus possa agir plenamente. (Frei Atílio Abati, OFM)
A humildade nos aproxima de Deus, ela nos revela Deus.
O santo é alguém que tem alma de criança. Seu olhar puro vê na natureza a presença amorosa do Criador. Constitui um olhar como o de Adão e Eva, no paraíso. (Frei Jorge Hartmann,OFM)
“Sem o Criador, a criatura se esvai”. (Gaudim Spes)
“É cego, quem não vê tantos esplendores que emanam da criação! (S. Boaventura)
É surdo, quem não desperta ante o concerto de tantas vozes”. (S. Boaventura)
É mudo, quem não louva a Deus diante de todas essas obras! (S. Boaventura)
É tolo, quem diante de tudo isso não reconhece a mão do Criador”! (S. Boaventura)
Dizia ele: O sol é mais belo do que todas as outras criaturas porque se parece mais com Nosso Senhor, que na Sagrada Escritura é chamado de «Sol de justiça». E por isso pôs o nome dele nos versos que compusera e chamou: «Cântico de Nosso Irmão Sol». (Esp. de Períeição, 119)
Este Cântico, que Francisco compôs no fim de sua vida, é um verdadeiro testamento espiritual, no qual o Poverello nos revela seu olhar sobre o mundo e o segredo de sua sabedoria. (Éloi Leclerc)
Ele canta a beleza do mundo. É a criação a revelar a bondade, a beleza e a generosidade de seu Criador. (Frei Atílio Abati, OFM)
“Abra, pois, os teus olhos, utilize os ouvidos e tua alma, solte os teus lábios e aplique o teu coração a ver, compreender, louvar, venerar, honrar e glorificar a Deus em todas as coisas”.(S. Boaventura)
Altíssimo, Onipotente, Bom Senhor,/só a Ti o louvor e a glória,/a honra e toda bênção!
Só a Ti, Altíssimo se devem/e humano não há que seja digno/de mencionar Teu Nome!
Louvado sejas, meu Senhor,/no conjunto de Tuas criaturas, / pela irmã lua e as irmãs estrelas,/que no céu criastes resplendentes /e valiosas e lindas!/ e com o Senhor irmão sol principalmente,/que por Ele nos vem o dia /e com sua luz nos alumia!


 

segunda-feira, 2 de outubro de 2023

 

Oitavo dia da Novena de São Francisco de Assis


Nosso pai São Francisco ante o mistério da encarnação, do calvário e da Eucarístia.


Meditemos hoje o amor ardente de N. P. S. Francisco para com o Cristo no mistério da Encarnação, do Calvário e da Eucaristia. Gostava de meditar constantemente sobre estes grandes mistérios.
Devotava a Cristo um amor tão fervente, e seu bem-amado lhe correspondia com uma ternura tão familiar, que o servo de Deus pensava ter diante dos olhos a presença quase contínua do Salvador.
“Levava Jesus em seu coração, Jesus em seus lábios, Jesus nos ouvidos, Jesus nos seus olhos, Jesus em suas mãos, Jesus em toda parte. Durante as viagens também, muitas vezes, de tanto meditar e cantar a Jesus, esquecia-se de caminhar convidando todos os elementos a louvar, a bendizer o Autor da Criação.” (1 Celano)
O Seráfico Pai tinha tão viva na memória a humildade da Encarnação, o aniquilamento da Paixão e o amor personificado na Eucaristia que lhe era difícil pensar noutra coisa.
Ele contempla no mistério da Encarnação, o mistério do amor que se humilha.”Se o Filho de Deus, dizia o Pai S. Francisco, desceu de tão grande altura deixando o seio do Pai se tornando um de nós, foi para nos ensinar a humildade, Ele, que é o Senhor e Mestre, pela palavra e pelo exemplo”. (Boav., VI, 1)
“Esta Palavra do Pai, tão digna, tão santa e tão gloriosa, o altíssimo Pai a enviou do céu, por seu arcanjo São Gabriel, ao seio da Santa Virgem Maria, de cujo seio recebeu a verdadeira carne da nossa humanidade e fragilidade.” (Carta aos fiéis)
Mais do que qualquer outra solenidade, o Pai São Francisco celebrava o Natal com uma alegria inefável, dizendo que era a Festa das festas.
“Pois neste dia Deus se fez Menino e sugou o leite como todos os filhos dos homens.” (II Celano, 199)
Quero evocar a lembrança do Menino que nasceu em Belém e todos os incômodos que sofreu desde sua infância; quero vê-lo tal qual ele era, deitado numa manjedoura e dormindo sobre o feno, entre um boi e um burro”. (I Celano)
Olhando para o exemplo maravilhoso do Serafim de Assis, queremos neste dia de nossa novena meditar também com o seráfico pai o amor que ele nutria para com Crucificado.
Ele via no mistério da paixão o mistério do amor que se imola.
Desde muito cedo, logo depois de sua conversão, N. P. São Francisco já começou a inflamar-se de devoção pela Paixão de Cristo. São Boaventura assim descreve esta devoção:
“Um dia, no princípio de sua conversão, ele rezava na solidão e, arrebatado por seu fervor, estava totalmente absorto em Deus quando de repente lhe apareceu o Cristo Crucificado. Com esta visão sua alma se comoveu e a lembrança da Paixão de Cristo penetrou nele tão profundamente que, a partir deste momento, era-lhe quase impossível reprimir o pranto e suspiros quando começava a pensar no Crucificado.” (Boav., I, 5)
“Chorava em voz alta pela Paixão de Cristo, como se tivesse diante de si, constantemente, a visão dela. Na rua ouviam-se os seus gemidos; lembrando-se das chagas de Cristo, recusava todo consolo.” (II Celano)
Aprendemos de nosso Pai São Francisco também uma profunda devoção ao Santíssimo Sacramento.
O Cristo Eucarístico foi para ele o centro de toda a sua vida.
Belém, Calvário, Eucaristia. Vede que humildade a de Deus.
Participando da profunda alegria de nosso pai Francisco diante do Amor personificado na Eucaristia, rezemos com ele:
Pasme o homem todo, estremeça a terra inteira, rejubile o céu em alta vozes, quando sobre o altar, estiver nas mãos do sacerdote o Cristo, Filho de Deus Vivo!
Ó grandeza maravilhosa! Ó admirável condescendência!
Ó humildade sublime, ó humilde sublimidade!
O Senhor do universo, Deus e Filho de Deus, se humilha a ponto de se esconder, para nosso bem, na modesta aparência do pão!
Vede irmãos, que humildade a de Deus!
Derramai ante Ele os vossos corações!
Humilhai-vos para que Ele vos exalte!
Portanto, nada de vós retenhais para vós mesmos para que totalmente vos receba quem totalmente se vos dá! (Carta a toda a Ordem)
Ó Deus que inflamastes o Seráfico Pai São Francisco com um profundo amor a Vós, nos mistérios da Encarnação, da Paixão e da Eucaristia, concedei que inflamadas pelo mesmo amor, outra coisa não desejemos, nem queiramos, nem nos alegre, senão a Vós, nosso Criador, nosso Redentor e Salvador, que sois o Único e Verdadeiro Deus, o Bem Pleno, o Sumo e verdadeiro Bem. Amém.




Meditemos hoje o amor ardente de N. P. S. Francisco para com o Cristo no mistério da Encarnação, do Calvário e da Eucaristia. Gostava de meditar constantemente sobre estes grandes mistérios.

Devotava a Cristo um amor tão fervente, e seu bem-amado lhe correspondia com uma ternura tão familiar, que o servo de Deus pensava ter diante dos olhos a presença quase contínua do Salvador.
“Levava Jesus em seu coração, Jesus em seus lábios, Jesus nos ouvidos, Jesus nos seus olhos, Jesus em suas mãos, Jesus em toda parte. Durante as viagens também, muitas vezes, de tanto meditar e cantar a Jesus, esquecia-se de caminhar convidando todos os elementos a louvar, a bendizer o Autor da Criação.” (1 Celano)
O Seráfico Pai tinha tão viva na memória a humildade da Encarnação, o aniquilamento da Paixão e o amor personificado na Eucaristia que lhe era difícil pensar noutra coisa.
Ele contempla no mistério da Encarnação, o mistério do amor que se humilha.”Se o Filho de Deus, dizia o Pai S. Francisco, desceu de tão grande altura deixando o seio do Pai se tornando um de nós, foi para nos ensinar a humildade, Ele, que é o Senhor e Mestre, pela palavra e pelo exemplo”. (Boav., VI, 1)
“Esta Palavra do Pai, tão digna, tão santa e tão gloriosa, o altíssimo Pai a enviou do céu, por seu arcanjo São Gabriel, ao seio da Santa Virgem Maria, de cujo seio recebeu a verdadeira carne da nossa humanidade e fragilidade.” (Carta aos fiéis)
Mais do que qualquer outra solenidade, o Pai São Francisco celebrava o Natal com uma alegria inefável, dizendo que era a Festa das festas.
“Pois neste dia Deus se fez Menino e sugou o leite como todos os filhos dos homens.” (II Celano, 199)
Quero evocar a lembrança do Menino que nasceu em Belém e todos os incômodos que sofreu desde sua infância; quero vê-lo tal qual ele era, deitado numa manjedoura e dormindo sobre o feno, entre um boi e um burro”. (I Celano)
Olhando para o exemplo maravilhoso do Serafim de Assis, queremos neste dia de nossa novena meditar também com o seráfico pai o amor que ele nutria para com Crucificado.
Ele via no mistério da paixão o mistério do amor que se imola.
Desde muito cedo, logo depois de sua conversão, N. P. São Francisco já começou a inflamar-se de devoção pela Paixão de Cristo. São Boaventura assim descreve esta devoção:
“Um dia, no princípio de sua conversão, ele rezava na solidão e, arrebatado por seu fervor, estava totalmente absorto em Deus quando de repente lhe apareceu o Cristo Crucificado. Com esta visão sua alma se comoveu e a lembrança da Paixão de Cristo penetrou nele tão profundamente que, a partir deste momento, era-lhe quase impossível reprimir o pranto e suspiros quando começava a pensar no Crucificado.” (Boav., I, 5)
“Chorava em voz alta pela Paixão de Cristo, como se tivesse diante de si, constantemente, a visão dela. Na rua ouviam-se os seus gemidos; lembrando-se das chagas de Cristo, recusava todo consolo.” (II Celano)
Aprendemos de nosso Pai São Francisco também uma profunda devoção ao Santíssimo Sacramento.
O Cristo Eucarístico foi para ele o centro de toda a sua vida.
Belém, Calvário, Eucaristia. Vede que humildade a de Deus.
Participando da profunda alegria de nosso pai Francisco diante do Amor personificado na Eucaristia, rezemos com ele:
Pasme o homem todo, estremeça a terra inteira, rejubile o céu em alta vozes, quando sobre o altar, estiver nas mãos do sacerdote o Cristo, Filho de Deus Vivo!
Ó grandeza maravilhosa! Ó admirável condescendência!
Ó humildade sublime, ó humilde sublimidade!
O Senhor do universo, Deus e Filho de Deus, se humilha a ponto de se esconder, para nosso bem, na modesta aparência do pão!
Vede irmãos, que humildade a de Deus!
Derramai ante Ele os vossos corações!
Humilhai-vos para que Ele vos exalte!
Portanto, nada de vós retenhais para vós mesmos para que totalmente vos receba quem totalmente se vos dá! (Carta a toda a Ordem)
Ó Deus que inflamastes o Seráfico Pai São Francisco com um profundo amor a Vós, nos mistérios da Encarnação, da Paixão e da Eucaristia, concedei que inflamadas pelo mesmo amor, outra coisa não desejemos, nem queiramos, nem nos alegre, senão a Vós, nosso Criador, nosso Redentor e Salvador, que sois o Único e Verdadeiro Deus, o Bem Pleno, o Sumo e verdadeiro Bem. Amém.

domingo, 1 de outubro de 2023



Sétimo dia da novena de São Francisco de Assis

Francisco e os esponsais com a dama pobreza


 Meditemos hoje, o amor com que o pai Francisco devotou à santa Pobreza, fazendo dela a sua jóia preciosa pela qual tudo vendeu para que pudesse possuí-la.

Assim como o Pai Francisco era a imagem viva de Cristo, assim a primitiva fraternidade franciscana por ele fundada aspirava constantemente a modelar-se pela primitiva Comunidade Apostólica, exemplar na caridade recíproca, no desinteresse, no uso comunitário dos bens.
Quando os frades um dia lhe perguntaram, durante um Capítulo, qual era a virtude que mais nos torna amigos de Cristo, o seráfico Pai respondeu, como que lhes abrindo o segredo de seu coração:
«Saibam, irmãos, que a Pobreza é o caminho privilegiado da salvação, pois ela é a seiva da humildade e a raiz da perfeição: seus frutos são inumeráveis, embora invisíveis aos olhos.
Ela é esse tesouro enterrado num campo, para cuja compra, diz o Evangelho, é preciso vender tudo, e cujo valor nos deve levar a desprezar tudo que não possa ser vendido!» (Boav., VII, 1)
A Pobreza material é o sinal da Pobreza espiritual. Todos os irmãos se esforcem para seguir a humildade e a Pobreza de Nosso Senhor Jesus Cristo; não possuindo nada além daquilo que o Apóstolo nos indica: ter como o necessário o que comer e com o que se vestir e com isso devemos nos contentar. (I Regra, IX, 1-2)
Tal é a grandeza da mais alta Pobreza que vos fez, meus irmãos muito queridos, herdeiros do reino dos céus, vos fez pobres em bens terrestres, mas ricos em virtudes. Que ela seja, pois, vossa partilha, e vos conduza à terra dos vivos. Apegai-vos totalmente a ela, irmãos caríssimos, e, pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, jamais queirais possuir outra coisa debaixo do céu. (II Regra, VI, 4-6)
Ela é fonte de alegria e de confiança, pois ainda que sejamos pequenos e pobres e não tendo direito a nada, nós somos vestidos, alimentados e cumulados, pelo Pai celeste, com as belezas de sua criação. (II Regra)
A Pobreza assim compreendida é fonte de alegria porque o servo sente-se feliz em parecer-se com seu Mestre.
A Pobreza, para o Seráfico Pai São Francisco, era a primeira pedra da Ordem, o fundamento de todo este edifício, que será sempre sólido enquanto ela permanecer sólida, e que, se um dia ela desaparecer, ficará completamente destruído. (Boav., VII, 2)
Quando o Pobre de Assis renuncia a tudo converte-se em senhor de tudo. Porque não tendo nada, sente-se com direito sobre todas as coisas. Indicando os horizontes do mundo, Francisco diria à Dama Pobreza:
Estes são os nossos claustros e propriedades". Porque ser pobre é ser senhor.
O autor do Sacrum Comércium nos relata de modo muito expressivo o místico esponsal de Francisco com sua amada Dama Pobreza.
Como investigador curioso, começou por percorrer as ruas e as praças da cidade indagando sobre o assunto que o apaixonava. A quantos encontrava, a todos dirigia a mesma pergunta: (Sacrum Comercium)
"Não viste, por acaso, aquela a quem eu amo?" (Sacrum Comercium)
"Por favor, indicai-me onde é que habita a Dona Pobreza; onde é que costuma ir comer e descansar à sexta?. Porque eu estou apaixonado por ela. (Sacrum Comercium)
“Meu caro Irmão, há muito tempo que estamos aqui assentados. Várias vezes a vimos passar, pois não falta quem ande à sua procura. Uma vez por outra, vinha acompanhada de muita gente, porém, sempre voltava sozinha e nua, absolutamente sem nada: sem companhia, sem jóias, até mesmo sem roupas, a lamentar-se, debulhada em lágrimas: Até os meus irmãos se voltaram contra mim! Nós procurávamos então consola-la: Coragem! Não desesperes! Os justos não deixarão de te amar. (Sacrum Comercium)
Enquanto viveu neste vale de lágrimas, o bem-aventurado Pai Francisco desprezava as riquezas que são o patrimônio dos filhos dos homens e, aspirando a mais alta glória, ambicionava de todo o coração a Pobreza. Verificando como era tão estimada pelo Filho de Deus e como todos a repudiavam, desejou desposá-la com amor eterno.
Eu, Frei Francisco, pequenino, quero seguir a vida e a Pobreza de nosso Altíssimo Senhor Jesus Cristo e de sua santíssima Mãe; quero nela perseverar até o fim. (Conselhos a Clara, I)
Exorto-vos, pois, pela misericórdia de Deus, pela qual vos fizestes tão pobre vivei de fato aquilo por cuja causa aqui estais. Acolhei humildemente a graça que vos é oferecida, usai-a sempre dignamente em tudo para louvor, glória e honra Daquele que morreu por nós, Jesus Cristo Nosso Senhor, que com o Pai e o Espírito Santo vive e reina para sempre. Amém. (Testamento)